setembro 21, 2026

Ofiúco: o 13º signo que não é signo, a estrela mais veloz e a supernova de Kepler

Carta estelar do Ofiúco como aparece do Brasil, olhando para o norte: o desenho da constelação ao centro, o Escorpião no alto, a linha tracejada da eclíptica passando junto a Teta do Ofiúco e os objetos de céu profundo marcados em verde

Toda vez que alguém pergunta "qual é o meu signo de verdade?", o Ofiúco entra na conversa. Ele é a constelação que a eclíptica, a linha do caminho anual do Sol, atravessa sem que os horóscopos tradicionais o incluam entre os doze signos. Mas reduzi-lo a essa polêmica seria pouco: ele guarda a estrela de maior movimento próprio que conhecemos, foi o palco da última supernova vista a olho nu na nossa Galáxia e, no inverno do Brasil, passa quase sobre a nossa cabeça. Neste guia você vai aprender a achá-lo, entender o que ele tem de "13º signo" (sem previsões, só astronomia e história) e descobrir o que apontar para lá com binóculo e telescópio.

Texto em revisão. Este é um artigo de teste, escrito a partir de fontes de referência; as fontes estão listadas no final.

Uma constelação enorme e mal definida

O Ofiúco (Ophiuchus, "o portador da serpente", também chamado Serpentário) cobre cerca de 950 graus quadrados (Mourão dá 948) e se estende dos dois lados do equador celeste, entre o Escorpião e o Sagitário (Mourão, verbete Ophiuchus; Moore, The Observer's Year). A Enciclopédia Philip's o descreve como uma constelação "grande, mas mal definida", e é verdade: não há um desenho óbvio. Uma boa imagem é a de uma grande "casa" deitada, com Rasalhague como a única estrela realmente brilhante (Philip's, verbete Ophiuchus; Moore). É uma das 48 constelações de Ptolomeu e, indo de +14° a -30° de declinação, vai de 59° de latitude norte a 75° de latitude sul (Ridpath). Para nós, é uma constelação alta e confortável.

Como achar o Ofiúco

A melhor época no Brasil é o inverno: o Ofiúco passa pelo meridiano (o ponto mais alto) às 21h por volta do fim de julho e começo de agosto, e fica bem posicionado de maio a setembro. Como a sua declinação central é de cerca de -6° e o Rio de Janeiro está a -23°, ele culmina ao norte do zênite: para vê-lo, você olha para o norte, bem alto. É por isso que a carta abaixo foi montada olhando para o norte, com o norte para baixo e o leste à direita.

Carta estelar do Ofiúco como aparece do Brasil, olhando para o norte: o desenho da constelação ao centro, o Escorpião no alto, a linha tracejada da eclíptica passando junto a Teta do Ofiúco e os objetos de céu profundo marcados em verde
Carta estelar do Ofiúco como ele aparece do Brasil ao olhar para o norte: o norte fica embaixo e o leste à direita. As linhas de constelação são as oficiais do d3-celestial. A linha tracejada dourada que cruza a carta é a eclíptica, o caminho anual do Sol; o contorno alaranjado é o limite oficial da constelação (IAU). Em verde-claro, os objetos de céu profundo citados neste artigo. Estrelas: catálogo HYG v4.1 (CC BY-SA 4.0); limites de constelação: IAU. Gerada por Astronomia no Telhado com o Carina.

Um passo a passo para achar a figura:

  1. Comece por Antares, a estrela vermelha do Escorpião, fácil de reconhecer. O Ofiúco fica do lado norte dela (na carta, abaixo de Antares), e a nuvem de Rho do Ofiúco fica bem perto da estrela.
  2. Procure Rasalhague, a estrela mais brilhante da constelação. Ela fica na ponta norte do desenho, perto de Rasalgethi, na constelação de Hércules (Moore). No Rio, culmina cerca de 55° acima do horizonte.
  3. Desenhe a "casa": de Rasalhague, o traço segue até Cebalrai (Beta), sobe por Sabik (Eta) e Han (Zeta) e chega ao par de Yed, Delta e Epsilon, que marcam o lado oeste da figura.
  4. Ache a Serpente: as duas metades de Serpens, a Cabeça e a Cauda, ficam uma de cada lado do Ofiúco. Na carta, a Cabeça é a região com Unukalhai, à esquerda.

Quando ele está bem alto

Como o Ofiúco se estende de norte a sul, a altura muda conforme o ponto e a cidade. Calculamos a altura máxima (na passagem pelo meridiano) de Rasalhague, na ponta norte, e de Teta do Ofiúco, na ponta sul:

Cidade Rasalhague Teta do Ofiúco
Boa Vista (RR) 80° 62°
Manaus (AM) 74° 68°
Recife (PE) 69° 73°
Brasília (DF) 62° 81°
Rio de Janeiro (RJ) 55° 88°
Porto Alegre (RS) 47° 85°
Chuí (RS) 44° 81°

Alturas máximas calculadas a partir das declinações de cada estrela (SIMBAD) e da latitude de cada cidade, arredondadas.

Note que, no Rio de Janeiro, Teta do Ofiúco passa a apenas 2° do zênite, o ponto exatamente acima da cabeça. Quanto mais ao sul você estiver, mais tempo olhará para o norte para ver a constelação; no Norte do país ela passa quase sobre a cabeça.

As estrelas do Ofiúco

Estrela Brilho visual (mag.) Tipo espectral Distância aproximada
Rasalhague (alfa) 2,07 A5 IV cerca de 49 anos-luz
Sabik (eta) 2,42 A2 IV-V cerca de 88 anos-luz
Han (zeta) 2,56 O9,2 IV cerca de 440 anos-luz
Yed Prior (delta) 2,75 M0,5 III (gigante vermelha) cerca de 160 anos-luz
Cebalrai (beta) 2,75 K2 III cerca de 83 anos-luz
Yed Posterior (épsilon) 3,23 G9,5 IIIb cerca de 107 anos-luz
Teta 3,26 OB (variável do tipo Beta Cephei) cerca de 436 anos-luz
70 Ophiuchi 4,03 (conjunto) K0 V cerca de 17 anos-luz
Estrela de Barnard 9,51 M4 V (anã vermelha) cerca de 6 anos-luz

Brilhos, tipos espectrais e paralaxes consultados no SIMBAD (CDS, Estrasburgo). A distância é 3.261,56 dividido pela paralaxe em milissegundos de arco. Livros mais antigos trazem valores diferentes (por exemplo, de 47 a 62 anos-luz para Rasalhague e de 105 a 140 para Yed Prior).

Rasalhague vem do árabe ra's al-hawwa', "a cabeça do portador da serpente" (Philip's, verbete Rasalhague). É uma estrela branca, bem mais quente que o Sol, a cerca de 49 anos-luz de nós. Vieira observa que ela é dupla, com uma companheira invisível (p. 90).

Yed Prior e Yed Posterior, Delta e Epsilon, formam um par com cores contrastantes: Delta é laranja-avermelhada e Epsilon é amarelada. O nome, de origem árabe, significa "as mãos do Serpentário" (Mourão, verbete Yed Prior). Moore sugere olhar o par com binóculo por causa do contraste de cores.

Sabik, Han e Teta completam a figura. Han, uma estrela azul muito quente, é a mais luminosa do conjunto, mesmo estando bem mais longe. Teta é uma estrela quente e distante que fica logo ao sul da eclíptica, um detalhe que vai importar na seção sobre o zodíaco.

70 Ophiuchi é uma estrela dupla de fácil separação: as componentes têm magnitudes 4,2 e 6,0, de cores amarela e laranja, e giram uma em torno da outra em 88 anos. As duas estão a apenas 16,5 anos-luz da Terra, o que a faz uma das vizinhas do Sol (Philip's; Moore). Perto dela ficava o Touro de Poniatowski, constelação criada em 1777 pelo abade Poczobut em homenagem ao rei da Polônia e hoje extinta (Moore, noite de 9 de julho, p. 191-192).

A estrela que mais se move: a Estrela de Barnard

Aqui está o gancho do Ofiúco para quem gosta de recordes. A Estrela de Barnard é uma anã vermelha de magnitude 9,5, fraca demais para o olho nu, a cerca de 6 anos-luz de nós. Só o sistema de Alfa do Centauro está mais perto (Moore, noite de 11 de julho, p. 193-194; Philip's, verbete Barnard's Star, p. 48).

O que a torna especial é o movimento próprio: o deslocamento aparente da estrela contra o fundo do céu. A maioria das estrelas se move menos de 0,1 segundo de arco por ano, e só cerca de 300 passam de 1 (Philip's, verbete proper motion, p. 321). A Estrela de Barnard se move cerca de 10,3 segundos de arco por ano, o maior valor conhecido; em menos de dois séculos ela percorre no céu uma distância equivalente ao diâmetro aparente da Lua cheia (Moore; Philip's). Os livros de Moore e do Vieira dão cerca de 180 anos.

Ela foi identificada em 1916 pelo astrônomo americano Edward Emerson Barnard, que a notou ao montar um catálogo de estrelas e percebeu o movimento fora do comum (Mourão, verbete Velox Barnardi, p. 834; Philip's). Esse movimento não é o mesmo que "velocidade": a Estrela de Barnard é muito rápida no céu principalmente porque está perto de nós. Vieira cita 259 km/s, valor que não bate com as medidas atuais: o Philip's calcula uma velocidade transversal de cerca de 89 km/s (verbete proper motion, p. 321).

Uma história famosa acompanha a estrela. Nos anos 1960 e 1970, o astrônomo Peter van de Kamp anunciou uma pequena oscilação no movimento da estrela, que ele atribuiu a planetas do tamanho de Júpiter e Saturno. A medida não foi confirmada e o "balanço" parece ter vindo de erro instrumental (Philip's, verbete Barnard's Star, p. 48). Hoje, estudos recentes propõem planetas muito pequenos ao redor da Estrela de Barnard, mas o caso de Van de Kamp virou um aviso clássico sobre os limites da astrometria.

Como achá-la: ela está entre Cebalrai e 70 Ophiuchi, a cerca de 3° a leste de Cebalrai, em uma região sem nada de especial. Você precisa de telescópio e de uma carta detalhada; Moore avisa que não é fácil identificá-la (Moore, p. 194).

A supernova de Kepler, 1604

O Ofiúco também guarda uma das grandes histórias da astronomia. Em 9 de outubro de 1604, uma "estrela nova" apareceu perto do pé do Serpentário e, em poucos dias, ficou mais brilhante que qualquer estrela do céu. Naquele momento, Júpiter e Marte estavam em conjunção a poucos graus dela, o que ajudou a localizá-la (Mourão, verbete Estrela de Kepler, p. 285). Ela foi vista primeiro por astrônomos italianos, e Johannes Kepler a observou em 17 de outubro, após alguns dias de céu encoberto. No máximo, em torno de magnitude -2,25, ela superou Júpiter por várias semanas e ficou visível a olho nu por cerca de 18 meses, até março de 1606 (Mourão).

Kepler escreveu um livro sobre ela, De Stella Nova in Pede Serpentarii ("Sobre a estrela nova no pé do Serpentário"), publicado em Praga em 1606, e por isso o objeto leva o nome dele (Mourão). Foi uma supernova, o fim explosivo de uma estrela, 32 anos depois da estrela de Tycho Brahe, em 1572 (Philip's, verbete Kepler's Star, p. 217). Desde 1604 nenhuma outra supernova da nossa Galáxia foi vista com certeza (Philip's; Mourão). Mourão estima a distância em cerca de 20.000 anos-luz, mas reconhece que ela não é bem determinada. Hoje resta um remanescente muito fraco, que do Rio de Janeiro passa a cerca de 88° de altura, quase no zênite: alvo para grandes telescópios e fotografia, não para binóculo.

Os aglomerados globulares: M 10 e M 12

O Ofiúco é rico em globulares: são sete no catálogo de Messier (M 9, 10, 12, 14, 19, 62 e 107), todos alcançáveis com telescópio pequeno (Moore, p. 194). Os melhores são dois, que aparecem no mesmo campo de binóculo.

  • M 10 — aglomerado globular (NGC 6254): magnitude 6,6, cerca de 20' de diâmetro e a cerca de 14.000 a 16.500 anos-luz (as fontes divergem). É detectável com binóculo; em um telescópio de 8 polegadas, a 48 aumentos, ele é fácil de achar e bastante brilhante (Allison, p. 157; Kambič).
  • M 12 — aglomerado globular (NGC 6218): magnitude 6,7, cerca de 16' e a uns 16.000 anos-luz. Fica a cerca de 3° de M 10, para o noroeste (pelas coordenadas do SIMBAD), e, para Allison, é bem mais brilhante que M 10 no telescópio (Allison, p. 157; Ridpath, p. 181).

Estão tão perto que cabem no mesmo campo de um binóculo. Kambič imagina que, de um planeta em um dos dois, o outro seria um objeto de cerca de 2° e magnitude 2.

Aglomerados abertos e nebulosas

  • IC 4665 — aglomerado aberto: magnitude 4,2, cerca de 1° de diâmetro e uns 1.400 anos-luz. Um alvo de binóculo: em noite excelente, cerca de 75 estrelas se destacam (Kambič, p. 359-361).
  • NGC 6633 — aglomerado aberto: magnitude 4,6, cerca de meio grau e uns 1.040 anos-luz; em binóculo mostram-se de 60 a 110 estrelas (Kambič). Ele e IC 4665 são os dois grandes aglomerados abertos do Ofiúco para binóculo (Philip's, verbete Ophiuchus).
  • Cachimbo — nebulosa escura (Barnard 59 e vizinhas): uma nuvem escura visível a olho nu em céu escuro, que parece uma "silhueta de cachimbo" ao norte da grande nuvem estelar do Sagitário. Para quem observa do hemisfério norte, o fornilho fica à esquerda e o tubo à direita, em direção ao Escorpião; ela pede campo largo (Coe, p. 112-113). O guia estrela é Teta do Ofiúco, e a área escura, praticamente sem estrelas, fica a leste e a sul dela (Kambič, p. 361-362). No Brasil, ela fica bem alta.
  • Nuvem de Rho do Ofiúco (IC 4604): uma nebulosidade complexa, cheia de cores em fotografias de longa exposição, que se estende até Antares (Ridpath, p. 181).

Mitologia: Asclépio, o médico da serpente

O Ofiúco é identificado com Asclépio, chamado Esculápio pelos romanos. Na mitologia grega, ele era filho de Apolo e ficou tão hábil na medicina que conseguia até ressuscitar os mortos. Para evitar que o mundo dos mortos se esvaziasse, Zeus (Júpiter, para os romanos) o fulminou com um raio, a pedido de Hades, mas, em compensação, elevou-o ao céu (Moore, noite de 8 de julho, p. 191; Ridpath, p. 181). As serpentes simbolizavam renascimento, por trocarem de pele (Ridpath). Mourão registra a serpente como símbolo de prudência e de sabedoria, e do poder de descobrir ervas medicinais (Ridpath; Mourão, verbete Ophiuchus, p. 589). Por isso a serpente enrolada em um bastão virou o emblema da medicina, um uso que hoje conhecemos bem.

A serpente, no céu, é a constelação de Serpens, a única dividida em duas partes: a Cabeça (Caput) de um lado e a Cauda (Cauda) do outro, com o Ofiúco entre elas (Ridpath, p. 180; Moore, noite de 12 de julho, p. 194). Moore comenta que a figura sugere uma luta em que a serpente sai perdendo, partida ao meio. A estrela mais brilhante de Serpens, Unukalhai, está na Cabeça (Moore).

O zodíaco: o Sol, a eclíptica e o "13º signo"

Chegou a parte que motivou o título. Vamos por passos.

O que é o zodíaco. É a faixa do céu, de cerca de 8° para cada lado da eclíptica, por onde parecem passar o Sol, a Lua e os planetas (exceto Plutão). O nome vem do grego e significa "caminho dos animais", porque quase todas as constelações ali têm nome de animal (Mourão, verbete zodíaco, p. 885; Philip's, verbete zodiac, p. 445). A eclíptica é a linha que o Sol percorre ao longo do ano, e está desenhada na carta acima.

O que é um signo. Na astrologia, o zodíaco é dividido em 12 partes iguais de 30° cada, os signos. Por causa da precessão (o lento balanço do eixo da Terra) e da redefinição dos limites das constelações, essas 12 partes não coincidem mais com as constelações de mesmo nome (Philip's, verbete zodiac). Signo e constelação são coisas diferentes: um é uma convenção de calendário, herdada de tradições antigas; a outra é uma região do céu com fronteiras oficiais.

Onde entra o Ofiúco. A eclíptica passa, sim, pelo Ofiúco, um pouco ao norte de Teta, entre o Escorpião e o Sagitário (Moore, noite de 10 de julho, p. 193). Por isso Mourão lista treze constelações cortadas pela eclíptica e chama o Ofiúco de "décima terceira constelação zodiacal" (Mourão, verbetes Ophiuchus, p. 589, e zodíaco, p. 885). Pelos limites oficiais da União Astronômica Internacional (IAU), o Sol está dentro do Ofiúco por volta de 1º a 18 de dezembro (datas aproximadas, com pequenas diferenças entre as fontes: Mourão dá de 28 de novembro a 17 de dezembro e Ridpath fala na primeira metade de dezembro).

Isso muda o seu signo? Não. Ninguém "descobriu" um novo signo: sempre se soube que a eclíptica passa por ali. O assunto virou notícia em janeiro de 1995, depois de um programa de TV britânico enganoso, que dizia que "astrônomos tinham achado um novo signo" (Moore, noite de 10 de julho, p. 193). Os signos astrológicos são uma divisão do círculo em partes iguais, e não dependem de quais constelações estão atrás do Sol. Para a astronomia, o que importa é o que dá para observar: o Ofiúco é uma constelação como as outras, e o Sol passa por ela em dezembro. O resto é cultura e história, que também valem a pena conhecer, sem que precisemos tirar dela previsões sobre a vida de ninguém.

Roteiro de observação

Instrumento O que ver
A olho nu A "casa" do Ofiúco, com Rasalhague e o par de Yed; o Cachimbo como uma mancha escura em céu bem escuro, ao norte do Sagitário.
Binóculo (10×50) Os aglomerados M 10 e M 12 no mesmo campo, IC 4665 e NGC 6633, as companheiras de Rho, o contraste de cores de Yed Prior e Yed Posterior, o Cachimbo em campo largo.
Telescópio pequeno (70 a 100 mm) Resolução da borda de M 10 e M 12, a dupla 70 Ophiuchi (mags. 4,2 e 6,0), a dupla 36 Ophiuchi, a Estrela de Barnard com carta detalhada.
Câmera DSLR A nuvem de Rho do Ofiúco e Antares numa mesma foto com lente de cerca de 100 mm; o Cachimbo com grande angular; o campo da supernova de Kepler com telescópio maior.

Dicas de campo:

  • Escolha uma noite de inverno, sem Lua, e olhe para o norte, bem alto.
  • Para o Cachimbo e a nuvem de Rho, céu escuro é essencial; na cidade eles desaparecem.

Referências

  • ALLISON, Michael. Star Clusters and How to Observe Them. London: Springer, 2006. M 10 e M 12, p. 157.
  • COE, Steven R. Nebulae and How to Observe Them. London: Springer, 2007. Nebulosa do Cachimbo (B 59), p. 112-113.
  • KAMBIČ, Bojan. Viewing the Constellations with Binoculars. New York: Springer, 2010. Ofiúco: M 10 e M 12, p. 353-358; IC 4665 e NGC 6633, p. 359-361; Nebulosa do Cachimbo, p. 361-362.
  • MOORE, Patrick (ed.). Philip's Astronomy Encyclopedia. London: Philip's, 2002. Verbetes "Barnard's Star" (p. 48), "Kepler's Star" (p. 217), "Ophiuchus" (p. 293), "proper motion" (p. 321), "Rasalhague" (p. 334) e "zodiac" (p. 445).
  • MOORE, Patrick. The Observer's Year: 366 Nights of the Universe. 2. ed. London: Springer, 2005. Noites de 8 de julho (Ofiúco, p. 191), 9 de julho (Touro de Poniatowski, p. 191-192), 10 de julho (Ofiúco no zodíaco, p. 193), 11 de julho (Estrela de Barnard, p. 193-194) e 12 de julho (Serpens, p. 194).
  • MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário enciclopédico de astronomia e astronáutica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. Verbetes "Estrela de Kepler" (p. 285), "Ophiuchus" (p. 589), "Velox Barnardi" (p. 834), "Yed Prior" (p. 879) e "zodíaco" (p. 885).
  • RIDPATH, Ian. Astronomia (Guia Ilustrado Zahar). 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar. Serpente e Ofiúco, p. 180-181.
  • VIEIRA, Fernando. Identificação do céu. Ofiúco, Serpente e Estrela de Barnard, p. 90.
  • SIMBAD Astronomical Database. Centre de Données astronomiques de Strasbourg (CDS). Consulta a brilhos, tipos espectrais e paralaxes, em 21 set. 2026.
  • HYG Database (v4.1), David Nash / Astronexus, licença CC BY-SA 4.0, usado na carta estelar; limites das constelações da IAU e linhas do d3-celestial.