setembro 21, 2026
Sagitário: o Bule de Chá e o caminho até o centro da Via Láctea

Se você mora no Brasil e tem um horizonte razoavelmente limpo, existe uma direção do céu que vale mais do que qualquer outra para quem gosta de olhar para cima: Sagitário. É a constelação zodiacal mais ao sul, passa quase sobre a sua cabeça nas noites de inverno e aponta para o centro da nossa galáxia. Neste guia você vai aprender a achar o Bule de Chá, conhecer as estrelas que o formam e sair pescando nebulosas, aglomerados e nuvens de estrelas com binóculo ou telescópio.
Texto em revisão. Este é um artigo de teste, escrito a partir de fontes de referência; as fontes estão listadas no final.
O arqueiro que aponta para o centro da Galáxia
Sagitário (Sagittarius, abreviatura Sgr) é uma constelação grande: ocupa 867 graus quadrados, uma das maiores do céu, e é reconhecível pela intensa densidade de estrelas (Mourão, verbete Sagittarius). Ridpath a coloca como a 15ª em tamanho e diz que ela pode ser vista de qualquer ponto entre 44° N e o polo sul. Fica entre Ofiúco e Capricórnio, ao lado de Escorpião, e o Philip's a descreve como um centauro que aponta a flecha para o coração do Escorpião, isto é, para Antares (Philip's, verbete Sagittarius).
O motivo de tanto brilho é geográfico. Quando olhamos para Sagitário, olhamos para dentro da Via Láctea. Vieira resume assim: olhar para Órion é ver a periferia da Galáxia; olhar para Sagitário é ver o núcleo. Por isso a constelação é uma das mais ricas em nebulosas e aglomerados e, segundo Moore, tem mais objetos do catálogo de Messier do que qualquer outra.
E aqui vai um fato que rende conversa: o centro da Galáxia está ali, mas você não o vê. A poeira e o gás entre nós e o núcleo atenuam a luz visível por um fator de cerca de um trilhão (Kambič). O que sabemos do coração da Via Láctea vem de observações em infravermelho, rádio, raios X e raios gama. A olho nu, o que aparece é a faixa mais brilhante e "grossa" da Via Láctea, uma vista para a vizinhança do centro, não para ele.
Como achar o Bule de Chá
Sagitário não tem uma figura de arqueiro fácil de imaginar. Moore observa que não há uma forma realmente distintiva, apenas o apelido de "Bule" (Teapot). É esse asterismo que você procura: oito estrelas formando um bule com tampa, bico e alça (Philip's, verbete Sagittarius).
O passo a passo, já na versão de quem está no Brasil e olha para o sul:
- Escolha o horário. Às 21 h, de julho a setembro, o Bule está muito alto no céu. Em maio e junho ele aparece de madrugada.
- Ache o Escorpião. Localize Antares, a estrela alaranjada e brilhante no coração do Escorpião. O Bule fica logo a leste dela (à esquerda, para quem olha para o sul).
- Procure a tampa e a base. A tampa é Kaus Borealis; a base, Kaus Australis. Duas estrelas azuladas, Nunki e Ascella, marcam a alça, e Alnasl, alaranjada, é a ponta do bico, apontando para o Escorpião.
- Confirme com a Via Láctea. Em céu escuro, a faixa mais brilhante da Galáxia passa "dentro" do bule e sai pelo bico. Muitos observadores chamam essa mancha de vapor saindo do bico.
Um detalhe que engana: as letras gregas de Sagitário estão fora de ordem. Alfa e Beta são estrelas fracas, "figurantes", e as mais brilhantes são Épsilon, Sigma e Zeta (Moore).

Quanto o Bule sobe no seu céu
Como Sagitário está tão ao sul, ele passa perto do zênite em boa parte do Brasil. A altura máxima acima do horizonte é 90° menos a diferença entre a latitude do lugar e a declinação do astro. Calculamos para o centro da Galáxia (Sgr A*, declinação de cerca de -29°) e para Kaus Australis (cerca de -34°):
| Cidade | Centro da Galáxia (Sgr A*) | Kaus Australis |
|---|---|---|
| Boa Vista (RR) | 58° | 53° |
| Manaus (AM) | 64° | 59° |
| Recife (PE) | 69° | 64° |
| Brasília (DF) | 77° | 71° |
| Rio de Janeiro (RJ) | 84° | 78° |
| Porto Alegre (RS) | 89° | 86° |
| Chuí (RS) | 85° | 89° |
Alturas calculadas a partir das coordenadas do SIMBAD e da latitude de cada cidade; valores arredondados, à hora em que o astro cruza o meridiano.
No Rio de Janeiro, portanto, o centro da Galáxia chega a cerca de 84° de altura: praticamente sobre a cabeça, com o mínimo de atmosfera no caminho. Moore lembra o contraste: na Grã-Bretanha, parte da constelação nunca nasce e o resto fica baixo no horizonte sul, enquanto na Austrália e na Nova Zelândia ela passa perto do zênite. Ou seja: o que o Brasil vê em cima de casa, a Europa mal enxerga.
As estrelas do Bule
| Estrela | Posição no bule | Brilho visual (mag.) | Tipo espectral | Distância aproximada |
|---|---|---|---|---|
| Kaus Australis (épsilon) | base | 1,81 | B9 IV | cerca de 143 anos-luz |
| Nunki (sigma) | alça | 2,07 | B2,5 V | cerca de 230 anos-luz |
| Ascella (zeta) | alça | 2,59 (conjunto) | A2,5 V (sistema duplo) | cerca de 90 anos-luz |
| Kaus Media (delta) | lado do bico | 2,67 | K2,5 III (gigante laranja) | 300 a 420 anos-luz |
| Kaus Borealis (lambda) | tampa | 2,81 | K1 III (gigante laranja) | cerca de 76 anos-luz |
| Alnasl (gama-2) | ponta do bico | 2,99 | K0 III (gigante laranja) | cerca de 100 anos-luz |
| Rukbat (alfa) | fora do bule, ao sul | 3,94 | B8 V | cerca de 180 anos-luz |
Brilhos, tipos espectrais e paralaxes consultados no SIMBAD (CDS, Estrasburgo). As distâncias vêm de paralaxes do satélite Hipparcos; livros mais antigos trazem valores diferentes (por exemplo, Moore dá cerca de 85 anos-luz para Kaus Australis, Mourão 136 e o Philip's 145), e a distância de Kaus Media varia bastante de fonte para fonte.
Kaus Australis é a estrela mais brilhante da constelação, no extremo sul do arco. O prefixo Kaus designa o arco do Arqueiro, e as três estrelas Kaus (Australis, Media e Borealis) definem as posições sul, média e norte do arco (Mourão, verbete Kaus). O contraste de cores entre ela (azul-esbranquiçada) e as gigantes alaranjadas Kaus Media e Kaus Borealis aparece bem em binóculo.
Nunki (sigma) é a segunda mais brilhante. Mourão diz que o nome se deve à sua posição junto ao peito do Arqueiro. Na carta, ela aparece poucos graus ao sul da eclíptica, a linha do caminho anual do Sol.
Ascella (zeta) tem o nome que designa a "axila" do arqueiro, e Mourão a descreve como um sistema binário com componentes de magnitudes próximas a 3,2 e 3,4, girando em cerca de 21 anos, de observação difícil.
O céu profundo: seis paradas obrigatórias
A carta marca seis alvos. Nenhum deles exige equipamento de observatório: quase todos aparecem em binóculo, e vários a olho nu, em céu escuro.
M 8 — Nebulosa da Lagoa
A Nebulosa da Lagoa é uma nebulosa de emissão visível a olho nu como uma mancha fraca, com dimensões aparentes de cerca de três vezes a Lua cheia (Ridpath; Bakich, objeto nº 513). Fica pouco mais de 5 graus a oeste-noroeste de Kaus Borealis (Kambič; Tonkin), portanto no mesmo campo do binóculo, que mostra as estrelas do aglomerado aberto NGC 6530 mergulhadas na nebulosidade. Em condições excelentes, dá para contar de 30 a 50 estrelas (Kambič). A estrela 9 Sagitário, de 6ª magnitude, é a provável fonte da luz que faz o gás brilhar. A distância varia bastante entre as fontes, de cerca de 4.500 a 6.500 anos-luz. Ela fica no Braço de Sagitário, o próximo braço espiral em direção ao centro depois do braço de Órion, a cerca de 5.000 anos-luz no ponto mais próximo (Philip's, verbete Sagittarius Arm). O Data Book de Moore e Rees registra a descoberta como de John Flamsteed, por volta de 1680.
M 20 — Nebulosa Trífida
A Nebulosa Trífida fica cerca de 1,5 grau a nor-noroeste da Lagoa, e as duas cabem juntas no binóculo (Kambič). É mais fraca e pede um céu completamente escuro. Nas fotografias, faixas de poeira a dividem em partes; o nome vem daí. O lado sul é de emissão (avermelhado nas imagens) e o lado norte, de reflexão (azulado). A distância fica por volta de 5.000 a 5.200 anos-luz, e o diâmetro é de cerca de 30 anos-luz (Moore; Kambič). Kambič lembra que provavelmente Lagoa e Trífida fazem parte da mesma vasta nuvem de gás e poeira, já que estão à mesma distância.
M 17 — Nebulosa Ômega
A Nebulosa Ômega fica no limite com o Escudo, cerca de 3 graus ao norte da Nuvem Estelar M 24. Tem vários nomes, por causa da forma: Ômega, Cisne, Ferradura, Lagosta (Kambič; Mourão, verbete Ômega). Em binóculo aparece como uma barra brilhante e alongada; em telescópio, o desenho ganha detalhes, e um filtro faz diferença (Coe). A distância é de cerca de 5.000 anos-luz e a região mais brilhante mede cerca de 12 anos-luz (Kambič).
M 22 — o aglomerado globular
Entre os globulares, M 22 é a estrela da vez: com magnitude de cerca de 5,1, é o terceiro globular mais brilhante do céu, atrás só de Ômega Centauri e 47 Tucanae (Kambič; Philip's; Bakich, objeto nº 549). Fica cerca de 2 graus a nordeste de Kaus Borealis, e por isso é fácil de achar em binóculo, como uma mancha brilhante com o centro mais denso. A distância é de cerca de 10.000 anos-luz (as fontes trazem de 9.600 a 10.400) e ele é tão próximo que resolve bem em estrelas. Moore o chama de o mais fácil de resolver entre todos os globulares.
A história é boa: foi o primeiro globular registrado, por Abraham Ihle, em 1665 (Moore; Moore e Rees). Ihle é uma figura obscura, e o próprio Bakich cita o almirante Smyth para lembrar que Hevelius já o teria notado antes. Kambič acrescenta um detalhe útil: M 22 fica a menos de 1 grau da eclíptica, e às vezes a Lua ou um planeta passam por perto.
M 24 — a Nuvem Estelar de Sagitário
M 24 é a "esquisitice" da lista: não é um aglomerado nem uma nebulosa, e sim uma nuvem de estrelas da Via Láctea, visível a olho nu como um trecho da faixa mais denso e brilhante do que o entorno, com extensão de 1 a 2 graus (Kambič; Bakich, objeto nº 533). Está cerca de 3 graus ao norte de Mu Sagittarii. Em binóculo, a vista é de tirar o fôlego: a densidade de estrelas faz o fundo virar uma névoa (Kambič). Duas nebulosas escuras, B 92 e B 93, ficam meio grau acima do centro e mostram bem o contraste.
O detalhe curioso é histórico. Moore explica que M 24 não é um objeto nebular e, logicamente, não teria lugar na lista de Messier, mas está lá; o pequeno aglomerado aberto NGC 6603, na ponta noroeste, é só uma parte da nuvem. Bakich a chama de Pequena Nuvem Estelar de Sagitário. A Grande Nuvem Estelar é outra região, logo ao norte de Alnasl (Philip's, verbete Sagittarius).
Sgr A* — o centro da Galáxia
O ponto exato do centro da Galáxia coincide com uma fonte de rádio, Sagitário A* (Sgr A*), perto do ponto onde Sagitário, Ofiúco e Escorpião se encontram (Ridpath). Não dá para ver, mas dá para apontar: na carta, o círculo verde no canto direito marca o local. Moore lembra que o centro real fica atrás das nuvens de estrelas e do material que o obscurece, e Harlow Shapley, em 1917, deduziu que estamos longe do centro ao notar que os globulares se concentram em Sagitário (Moore).
O que se sabe do objeto vem de observações fora do visível. Kambič descreve uma fonte de cerca de 45 unidades astronômicas, com massa de cerca de 3,7 milhões de sóis, e estrelas próximas girando a até 1.000 km/s: só um buraco negro reúne tanta massa em espaço tão pequeno. Estimativas mais recentes falam em cerca de 4 milhões de massas solares. Os livros usados aqui são anteriores a duas novidades: a imagem direta da sombra do buraco negro, feita pelo Event Horizon Telescope, foi divulgada em 2022, e o Nobel de Física de 2020 premiou parte do trabalho que mediu as órbitas das estrelas ao redor dele.
A distância até o centro é de cerca de 26.000 a 27.000 anos-luz, e os livros mais antigos falam em até 30.000 (Ridpath; Moore; Kambič). O Sol está longe do centro, "nos subúrbios", como diz Vieira, e leva algo entre 200 e 250 milhões de anos para completar uma volta: o chamado ano cósmico (Vieira; Moore).
Mitologia e história
Desde a Antiguidade, a constelação é desenhada como um ser metade homem, metade cavalo, com um arco na mão. Mourão registra que inscrições da Babilônia e de monumentos persas mostram esse asterismo como o deus arqueiro da guerra, Nergal; no Egito ele foi representado como um centauro alado, galopando para o ocidente com o arco esticado. Na tradição grega, foi associado ao centauro Quíron, que se destacava dos outros centauros, brutais e incultos, pela sabedoria, e cujos discípulos foram os Argonautas. Ferido, imortal e sofrendo dores atrozes, Quíron ofereceu sua imortalidade a Prometeu e foi colocado entre as estrelas por Júpiter (Mourão). Ridpath cita ainda outra versão: Croto, filho de Pã, inventor do arco e da flecha.
Ou seja, as fontes usadas aqui mostram uma longa tradição de um arqueiro apontando para o Escorpião. A "descoberta" moderna do que a constelação esconde é bem mais recente: 1917, o ano em que Shapley mostrou onde fica o centro da Galáxia (Moore).
O zodíaco: o Sol em Sagitário
Sagitário é a nona constelação do zodíaco, a faixa de cerca de 8° de cada lado da eclíptica pela qual o Sol, a Lua e os planetas parecem passar (Philip's, verbete zodiac). A eclíptica é a projeção da órbita da Terra no céu: é o caminho anual do Sol. Na carta, ela é a linha tracejada que atravessa o alto do quadro, passando bem perto de M 22.
Pelos limites oficiais da IAU, o Sol está dentro de Sagitário por volta de 19 de dezembro a 20 de janeiro, cerca de 34 dias (datas aproximadas, a partir dos limites oficiais). Nesse período a constelação está no céu de dia, invisível, e o Sol passa alguns graus ao norte da direção do centro da Galáxia por volta de 18 de dezembro. Seis meses depois, no fim de junho e em julho, o Sol está do lado oposto do céu e Sagitário fica visível a noite toda.
E o signo de Sagitário? Mourão diz que o signo é o nono do zodíaco, para quem nasce entre 22 de novembro e 21 de dezembro. Note que esse período começa quase um mês antes de o Sol chegar aos limites da constelação. A razão está na definição: signo é uma das doze seções iguais de 30° do zodíaco, e não uma constelação. Na Antiguidade, cada signo continha de fato a constelação do mesmo nome, mas, por causa da precessão dos equinócios, os signos recuaram cerca de 30° em dois mil anos e as constelações ficaram defasadas em relação a eles (Mourão, verbete signo). O Philip's acrescenta que as fronteiras das constelações foram redefinidas e que a eclíptica hoje atravessa também Ofiúco (verbete zodiac). Isso não é uma previsão de nada: são apenas duas contagens que se descolaram ao longo dos séculos, uma cultural, outra astronômica. Aqui, tratamos os signos como parte da história da cultura, e as constelações, como o que se vê no céu.
Roteiro de observação
| Instrumento | O que ver |
|---|---|
| A olho nu | O Bule, as cores das estrelas Kaus, a faixa mais brilhante da Via Láctea, a Lagoa e M 24 como manchas, M 22 como uma estrela borrada, em céu escuro. |
| Binóculo (10×50) | A Lagoa com o aglomerado NGC 6530 e a Trífida no mesmo campo; M 24 e as nebulosas escuras; M 22 como bola de luz; M 17 como barra brilhante; M 21, M 23 e M 25 (aglomerados abertos) espalhados pela região. |
| Telescópio pequeno (70 a 100 mm) | M 22 resolvido em estrelas; o desenho de trevo da Trífida em céu muito escuro; a "ampulheta" da Lagoa; o traço curvo de M 17. |
| Câmera DSLR | Lagoa e Trífida com uma teleobjetiva de 200 a 300 mm; o Bule e a Via Láctea com uma grande angular, em tripé fixo. |
Dicas de campo:
- Vá para um céu escuro: a Trífida e a Ômega exigem escuridão, e na cidade quase tudo isso desaparece.
- Use visão desviada: olhe um pouco ao lado da nebulosa e ela "cresce" (Tonkin).
- Espere a Lua ir embora. Sagitário atrapalha menos em noites de Lua nova.
- Melhor época: julho a setembro, com o Bule alto às 21 h; em maio e junho, procure na madrugada. Kambič sugere as manhãs de abril e maio para M 22.
Referências
- BAKICH, Michael E. 1,001 Celestial Wonders to See Before You Die. New York: Springer, 2010. Objetos nº 509 (M 20), 513 (M 8), 533 (M 24), 538 (M 17) e 549 (M 22).
- COE, Steven R. Nebulae and How to Observe Them. London: Springer, 2007. M 8, M 20 e M 17, p. 113-116.
- KAMBIČ, Bojan. Viewing the Constellations with Binoculars: 250+ Wonderful Sky Objects to See and Explore. New York: Springer, 2010. Centro da Galáxia e Sgr A*, p. 130-133; Sagitário com binóculos (M 8, M 17, M 20, M 21, M 22, M 23, M 24, M 25), p. 413-421; Grande Fenda e centro da Via Láctea, p. 427.
- MOORE, Patrick (ed.). Philip's Astronomy Encyclopedia. London: Philip's, 2002. Verbetes "Sagittarius" (p. 351-352), "Sagittarius A" (p. 351) e "Sagittarius Arm" (p. 351-352) e "zodiac" (p. 445).
- MOORE, Patrick. The Observer's Year: 366 Nights of the Universe. 2. ed. London: Springer, 2005. Noites de 17 de julho (Sagitário, p. 197), 18 de julho (declinações, p. 198), 19 e 20 de julho (nuvens estelares e centro da Galáxia, p. 199), 21 de julho (Lagoa, Trífida e Ômega, p. 200) e 22 e 23 de julho (M 22 e M 24, p. 201).
- MOORE, Patrick; REES, Robin. Patrick Moore's Data Book of Astronomy. Cambridge: Cambridge University Press, 2011. Tabela de descobertas de objetos de céu profundo (M 22, Ihle, 1665; M 8, Flamsteed, 1680), p. 339.
- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário enciclopédico de astronomia e astronáutica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. Verbetes "Sagittarius" e "Sagitário" (p. 700), "signo" (p. 736), "Ascella" (p. 61), "Kaus" (p. 430), "Nunki" (p. 575), "Lagoa" (p. 451) e "Ômega" (p. 587).
- RIDPATH, Ian. Astronomia (Guia Ilustrado Zahar). 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar. Sagitário e o Bule, p. 200-203; Lagoa, Trífida, Ômega e M 24, p. 201.
- TONKIN, Stephen. Binocular Astronomy. London: Springer, 2007. Lagoa, Trífida e Nuvem Estelar de Sagitário em binóculos, p. 142-143.
- VIEIRA, Fernando. Identificação do céu. Sagitário e o centro da Via Láctea, p. 88-90.
- SIMBAD Astronomical Database. Centre de Données astronomiques de Strasbourg (CDS). Consulta a brilhos, tipos espectrais, paralaxes e coordenadas, em 21 set. 2026.
- HYG Database (v4.1), David Nash / Astronexus, licença CC BY-SA 4.0, usado na carta estelar; limites das constelações da IAU e linhas do d3-celestial.