setembro 21, 2026
Capricórnio: guia do bode marinho, da dupla de olho nu e do planeta descoberto ao lado

Capricórnio é uma daquelas constelações que todo mundo conhece pelo nome e quase ninguém sabe apontar no céu. Ela é a menor do zodíaco, não tem nenhuma estrela realmente brilhante e ainda por cima carrega um bicho impossível: metade cabra, metade peixe. Mesmo assim vale a caçada. Ela abriga uma dupla de estrelas que se separam a olho nu, um aglomerado globular curioso e tem uma ligação direta com uma das histórias mais bonitas da astronomia, a descoberta de Netuno, que foi encontrado a poucos graus daqui. E ainda dá o nome ao trópico que corta o Brasil. Neste guia você aprende a achá-la, conhece as estrelas, ouve o mito de Pã e entende, sem astrologia, por que o "signo de Capricórnio" e a constelação de Capricórnio não são a mesma coisa.
Texto em revisão. Este é um artigo de teste, escrito a partir de fontes de referência; as fontes estão listadas no final.
O menor bicho do zodíaco
Capricórnio (Capricornus, abreviatura Cap) ocupa cerca de 414 graus quadrados do céu, na região austral, entre Sagitário e Aquário (Mourão, verbete Capricornus; Moore e Rees, tabela das constelações). O Philip's a descreve como a menor constelação do zodíaco (verbete Capricornus). A figura é entre as menos sugestivas do céu: Moore lembra que não há um desenho distinto e que a estrela mais brilhante, Delta, tem só magnitude 2,9 (The Observer's Year, noite de 12 de setembro). Mollise brinca que o bode marinho parece menos ainda com o nome do que as outras figuras.
O que ajuda é o formato geral. Mourão o descreve como um triângulo: Alfa e Beta ao norte e Ômega ao sul, com o lado maior paralelo ao equador celeste. Mollise fala em uma "pipa" ou triângulo, com Zeta do lado leste. Quem olha do hemisfério norte costuma ver um sorriso ou um barco, com a curva embaixo; do Brasil, olhando para o norte, o desenho vem invertido e lembra um triângulo com a base mais para o horizonte e o vértice (Ômega) para cima, como mostra a carta abaixo.
Quando e onde procurar
Ela está na hora certa no fim do inverno e na primavera. Com o centro da constelação em ascensão reta de cerca de 21 horas, ela cruza o meridiano às 21h locais entre o fim de setembro e o início de outubro. Na prática, ela é fácil de ver no início da noite de agosto a novembro. Depois disso, vai ficando baixa a oeste até sumir no crepúsculo do Sol de janeiro.
Para quem mora no Brasil, Capricórnio passa muito perto do zênite. Como a declinação das estrelas principais fica entre cerca de -12° e -17°, quem está em Brasília tem a constelação praticamente no ponto mais alto do céu. Nas cidades ao sul, ela passa ao norte do zênite (olhe para o norte); nas cidades ao norte, passa ao sul do zênite. Fizemos as contas com a declinação de Dabih e Deneb Algedi:
| Cidade | Altura máxima de Dabih a Deneb Algedi | Culmina |
|---|---|---|
| Boa Vista (RR) | 71° a 72° | ao sul do zênite |
| Manaus (AM) | 77° a 78° | ao sul do zênite |
| Recife (PE) | 82° a 83° | ao sul do zênite |
| Brasília (DF) | 89° a 90° | quase no zênite |
| Rio de Janeiro (RJ) | 82° a 83° | ao norte do zênite |
| Porto Alegre (RS) | 75° a 76° | ao norte do zênite |
| Chuí (RS) | 71° a 72° | ao norte do zênite |
Alturas calculadas a partir das coordenadas das estrelas no SIMBAD e da latitude de cada cidade; valores arredondados.
Um truque do Vieira ajuda a achar a figura: a estrela Altair, na Águia, é a do meio de uma fileira de três estrelas que apontam para sudeste, direto para Capricórnio (Vieira, p. 100). Moore diz a mesma coisa: a fileira de três com Altair no centro leva até Delta Capricorni (The Observer's Year, noite de 12 de setembro). Vieira compara a forma a uma "asa delta". Perto, ao sul, brilha Fomalhaut, no Peixe Austral, uma boa âncora para conferir o resultado.

As estrelas do bode marinho
| Estrela | Brilho visual (mag.) | Tipo espectral | Distância aproximada |
|---|---|---|---|
| Deneb Algedi (delta) | 2,83 (variável, cerca de 0,2) | A5 a F2 III (binária eclipsante) | cerca de 39 anos-luz |
| Dabih (beta) | 3,08 (conjunto) | G9 II + B8 (dupla próxima) | cerca de 390 anos-luz (livros: 100 a 340) |
| Algedi (alfa²) | 3,58 | G9 III | cerca de 109 anos-luz |
| Algedi (alfa¹) | 4,27 | G3 Ib (supergigante) | 800 a 1.600 anos-luz (as fontes divergem) |
| Nashira (gama) | 3,67 | F0 a F2 | cerca de 171 anos-luz |
| Zeta | 3,74 | G4 Ib (supergigante) | cerca de 440 anos-luz (livros: até 1.470) |
| Ômega | 4,12 | M0 III (gigante vermelha) | cerca de 550 anos-luz |
Brilhos, tipos espectrais e paralaxes consultados no SIMBAD (CDS, Estrasburgo). As distâncias vêm de paralaxes do satélite Hipparcos; livros mais antigos trazem valores bem diferentes, e para várias estrelas dou faixas.
Deneb Algedi ("cauda do cabrito" em árabe) é a mais brilhante da constelação e uma vizinha próxima do Sol: cerca de 39 anos-luz. É uma binária eclipsante do tipo Beta Lyrae, com período de pouco mais de um dia (1,02); o Philip's fala em variação de 0,2 magnitude e Moore, em menos de 0,1, o que já mostra que só instrumentos de precisão notam a mudança (Philip's, verbete Capricornus; Moore, noite de 12 de setembro). Uma curiosidade que faz dela uma bela âncora: Netuno foi visto pela primeira vez a cerca de 4 graus a nordeste dela, como conto adiante.
Dabih (Beta) é uma dupla de verdade. A companheira, de magnitude 6,1, fica a cerca de 205 segundos de arco (mais de 3 minutos), separação folgada para binóculos e qualquer telescópio pequeno. Moore confirma que as duas se movem juntas pelo espaço, o que indica uma associação real, e Ridpath descreve as cores como amarela e azul-esbranquiçada (Moore, noite de 14 de setembro; Ridpath, p. 205). O SIMBAD ainda classifica a estrela principal como uma binária espectroscópica, ou seja, um sistema com mais de duas estrelas no total.
Algedi (Alfa) é o teste de olho nu do artigo e o melhor motivo para observar Capricórnio. O que parece uma estrela é, na verdade, um par de estrelas amarelas separadas por uns 6 minutos de arco (cerca de um quinto do diâmetro da Lua). Moore dá magnitudes de 3,6 e 4,2 e separação de 378"; o Philip's fala em 3,6 e 4,3 (Moore, noite de 14 de setembro; Philip's, verbete Capricornus). Mourão trata o par no verbete Algedi (p. 21). Um detalhe que confunde quem lê as cartas: a mais brilhante se chama Alfa² e a mais fraca, Alfa¹. E os dois astros não formam um sistema. Alfa² está a cerca de 109 anos-luz, um pouco mais de uma centena; Alfa¹ é uma supergigante muito mais longe, a algo entre 800 e 1.600 anos-luz, dependendo do livro (Mourão dá 1.100; Moore, 1.600; Vieira, 1.500 e 100). É uma pura coincidência de alinhamento. Moore ainda registra um detalhe histórico: na Antiguidade as duas estavam mais próximas, e só no século XVII o movimento próprio da mais próxima as afastou o bastante para serem vistas separadas a olho nu.
Objetos de céu profundo
Moore é direto: além de fraca e disforme, Capricórnio é pobre em objetos (The Observer's Year, noite de 15 de setembro). Mollise concorda que o único destaque, fora a posição no zodíaco, é o aglomerado globular. Por isso a carta também mostra dois vizinhos em Aquário, citados por Vieira.
M 30 — aglomerado globular
O aglomerado M 30 (NGC 7099) foi descoberto por Charles Messier em 1764; ele o descreveu como redondo e sem estrelas visíveis (Moore, noite de 15 de setembro). O brilho integrado fica em torno de 7 a 7,5 (o SIMBAD lista 7,1; Mollise, 7,5), com cerca de 9 a 11 minutos de arco. No binóculo está no limite; num telescópio pequeno se mostra bem, e com 15 cm começa a se resolver até em cidade. Mollise chama atenção para o formato irregular: três "trilhas" de estrelas na borda norte dão ao aglomerado um aspecto torto e meio "meia-lua", e o objeto é apontado pelos astrônomos como um caso de "colapso de núcleo" (Mollise, p. 199-200).
Para achá-lo, use Zeta: M 30 fica a cerca de 3° a lés-sudeste dessa estrela (Bakich, objeto nº 679; Mollise dá 3°20′ a leste e um pouco ao norte) ou 23 minutos de arco a oeste de 41 Capricorni, uma estrela de magnitude 5,2 no mesmo campo do binóculo. A distância varia entre as fontes: Moore diz 41.000 anos-luz, Mollise 26.000 e o SIMBAD lista valores por volta de 24.000. O texto usa a faixa de 24.000 a 41.000 anos-luz.
M 72 e Nebulosa Saturno (NGC 7009), na vizinha Aquário
Vieira cita, logo depois de Capricórnio, duas joias de Aquário que dá para pegar na mesma noite: o aglomerado globular M 72, que ele situa a cerca de 60.000 anos-luz, e a NGC 7009 — Nebulosa Saturno, uma nebulosa planetária pequena e azulada (Vieira, p. 100). Ambos ficam perto da fronteira norte de Capricórnio, no campo do binóculo e do telescópio pequeno.
Mitologia e história
Não existe uma história única para o bode marinho, e Moore admite que não há mito bem definido de um "cabra do mar", só a sugestão de que a figura tenha ligação com o deus Pã (The Observer's Year, noite de 12 de setembro). A versão mais contada vem do Philip's e de Mourão. Durante um banquete dos deuses às margens do Nilo, apareceu de repente o monstro Tifão. Todos se transformaram para fugir. Pã, deus dos pastores, se atirou ao rio e virou um ser metade peixe, da cintura para baixo, e metade bode, da cintura para cima (Philip's, verbete Capricornus, p. 71; Mourão, verbete Capricornus, p. 146). Ridpath conta o mesmo, com Pã "meio-peixe" (p. 205), e Vieira lembra que outras tradições ligam a figura à cabra Amaltéia, que teria amamentado Zeus, e que os antigos chamavam Capricórnio de "porta dos deuses" (Vieira, p. 25). Vieira conta também que o rei romano Numa Pompílio começou o ano com o Sol no meio de Capricórnio (p. 25) e que o glifo do signo vem das iniciais de tragos, "bode" em grego (p. 32).
A constelação é antiga: Moore anota que é uma das originais listadas por Ptolomeu.
O zodíaco, o trópico e o "signo" de Capricórnio
Aqui está a parte que mais confunde, e ela vale para o Brasil inteiro. Repare que Capricórnio tem três significados diferentes, e é fácil misturar:
- A constelação: o desenho de estrelas e a região do céu com fronteira oficial da IAU, o que está na carta acima.
- O signo: uma divisão de 30° do zodíaco, herdada da tradição antiga. Moché lembra que o zodíaco é uma faixa de uns 16° de largura em torno da eclíptica e que a antiguidade a dividiu em 12 constelações ou signos de 30° cada (Moché, item 1.17, p. 21). Mourão registra que o signo de Capricórnio corresponde a quem nasce de 22 de dezembro a 19 de janeiro (verbete Capricornus, p. 146).
- O trópico de Capricórnio: um paralelo da Terra, na latitude de cerca de 23°27' sul, onde o Sol passa pelo zênite no solstício de dezembro (Mourão, verbete trópico, p. 806; Philip's, verbete Tropic of Capricorn, p. 414).
A eclíptica, a linha tracejada da carta, é o caminho aparente do Sol entre as estrelas ao longo do ano. Moore explica que ela corta Capricórnio ao norte de Teta e bem ao norte de Delta (The Observer's Year, noite de 11 de setembro). O Sol atravessa os limites oficiais da constelação por volta de 21 de janeiro a 16 de fevereiro (cerca de 27 dias; datas aproximadas, com os limites da IAU). Essas datas nada têm a ver com o signo, e a diferença é de quase um mês.
Por que a diferença? Por causa da precessão dos equinócios. O eixo da Terra gira lentamente, como um pião, e leva cerca de 25.800 anos para completar uma volta; com isso, os equinócios recuam ao longo da eclíptica (Mourão, verbete precessão dos equinócios, p. 644). Os signos foram definidos há uns 2.000 anos, e desde então as estrelas "andaram" em relação às datas do calendário. O próprio Mourão diz que há dois mil anos o Sol estava em Capricórnio no solstício de dezembro (verbete Capricornus, p. 146). É daí que vem o nome do trópico: os geógrafos batizaram o paralelo de 23° sul de "trópico de Capricórnio" porque, na época, o Sol ficava naquela constelação quando alcançava o ponto mais ao sul. Hoje esse ponto está na constelação de Sagitário, como observa o próprio Mourão: "Sagitário é o ponto onde o Sol se encontra quando está ao sul". O nome do trópico ficou por herança histórica, mas ele não é mais definido pela constelação. O Sol só volta a "entrar" em Capricórnio semanas depois do solstício.
O solstício de dezembro, aliás, é o verão no Brasil: em torno de 21 de dezembro é o dia mais longo no hemisfério sul (Vieira, p. 52). Nesse dia, o Sol chega a cerca de 23,5° ao sul do equador celeste, o ponto mais ao sul, e ao meio-dia passa a pino sobre o trópico de Capricórnio. O trópico cruza o Brasil na altura do estado de São Paulo (conhecimento geral; ver pendências).
Nada disso tem a ver com previsões: signo e constelação são convenções culturais e históricas, e a astronomia só descreve onde o Sol está.
A descoberta de Netuno, a poucos graus de Delta
Este é o gancho histórico do artigo. Netuno foi o primeiro planeta descoberto por cálculo antes de ser visto. Em 1820, Alexis Bouvard notou irregularidades na órbita de Urano, e John Couch Adams (Inglaterra) e Urbain Le Verrier (França) calcularam, de forma independente, onde estaria o planeta perturbador. O astrônomo real inglês deixou de lado os resultados de Adams; Le Verrier escreveu ao observador Johann Galle, que viu o planeta na noite de 23 de setembro de 1846 em Berlim (Mourão, verbete Netuno, p. 563-564; Philip's, verbete Neptune, p. 279). Moore acrescenta um detalhe geográfico que vale para nós: o ponto do céu onde Netuno foi identificado por Galle e d'Arrest ficava a cerca de 4° a nordeste de Delta Capricorni (The Observer's Year, noite de 12 de setembro), e Vieira registra que a descoberta foi em Aquário (p. 100). Ou seja, na primavera, o planeta que "nasceu no papel" foi achado a uns poucos graus de Deneb Algedi. Netuno, hoje, não está mais lá: como leva 164 anos para dar uma volta ao Sol, ele só completou a primeira em 2011 (conhecimento geral; ver pendências), mas é uma bela história para contar a quem ainda está no quintal olhando para a região.
Roteiro de observação
| Instrumento | O que ver |
|---|---|
| A olho nu | O triângulo de Capricórnio em céu escuro; Alfa (Algedi) separada em duas estrelas amarelas; a cor levemente alaranjada de Dabih e Zeta; a fileira Altair-Delta como guia. |
| Binóculo (10×50) | A companheira de Dabih (magnitude 6,1); M 30 no limite, perto de 41 Cap; M 72 e a região de Aquário ao norte. |
| Telescópio pequeno (70 a 100 mm) | M 30 bem visível e começando a se resolver; a companheira de Dabih; Nebulosa Saturno como um disco azulado minúsculo. |
| Telescópio médio (150 mm) | M 30 com as "trilhas" de estrelas na borda norte, que Mollise destaca. |
| Câmera DSLR | Constelação inteira com lente grande angular ou 50 mm; a linha da eclíptica é um ótimo lugar para registrar planetas de passagem. |
Dicas de campo:
- Escolha uma noite sem Lua entre agosto e novembro e procure primeiro a fileira Altair-Delta, depois Dabih e Algedi.
- Use a dupla Algedi como teste de vista e de céu: se você separa as duas a olho nu, o céu está bom.
- Para M 30, ande de Zeta para leste ou parta de 41 Capricorni; a olho nu não aparece.
- Como a eclíptica atravessa a constelação, é comum ver Lua e planetas por lá: confirme em um aplicativo antes de sair.
Referências
- BAKICH, Michael E. 1,001 Celestial Wonders to See Before You Die. New York: Springer, 2010. Objeto nº 679 (M 30).
- MOCHÉ, Dinah L. Astronomy: A Self-Teaching Guide. 7. ed. Item 1.17 (eclíptica e zodíaco), p. 21.
- MOORE, Patrick (ed.). Philip's Astronomy Encyclopedia. London: Philip's, 2002. Verbetes "Capricornus" (p. 71), "Tropic of Capricorn" (p. 414) e "Neptune" (p. 279).
- MOORE, Patrick. The Observer's Year: 366 Nights of the Universe. 2. ed. London: Springer, 2005. Noites de 11 de setembro (eclíptica e zodíaco), 12 de setembro (Capricórnio), 14 de setembro (Beta e Alfa Capricorni) e 15 de setembro (M 30), p. 249-252.
- MOORE, Patrick; REES, Robin. Patrick Moore's Data Book of Astronomy. Cambridge: Cambridge University Press, 2011. Tabela das constelações (Capricornus, 414 graus quadrados), p. 368.
- MOLLISE, Rod. The Urban Astronomer's Guide: A Walking Tour of the Cosmos for City Sky Watchers. London: Springer, 2006. M 30, p. 199-200.
- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário enciclopédico de astronomia e astronáutica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. Verbetes "Algedi" (p. 21), "Capricornus" (p. 146), "Netuno" (p. 563-564), "precessão dos equinócios" (p. 644) e "trópico" (p. 806).
- RIDPATH, Ian. Astronomia (Guia Ilustrado Zahar). 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar. Capricórnio, mito de Pã e Beta Capricorni, p. 205.
- VIEIRA, Fernando. Identificação do céu. Zodíaco, mitos e glifo de Capricórnio, p. 25 e 32; solstício de dezembro, p. 52; Capricórnio, Aquário e Netuno, p. 100.
- SIMBAD Astronomical Database. Centre de Données astronomiques de Strasbourg (CDS). Consulta a brilhos, tipos espectrais e paralaxes, em 21 set. 2026.
- HYG Database (v4.1), David Nash / Astronexus, licença CC BY-SA 4.0, usado na carta estelar; limites das constelações da IAU e linhas do d3-celestial.